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Português, 01.08.2017 19:20, Kauanyavakins

Seo ornelas, nessa ocasião, tinha amizade com o delegado dr. hilário, rapaz instruído social, de muita civilidade, mas variado em sabedoria de inventiva, e capaz duma conversação tão singela, que era uma simpatia com ele se tratar. — “me ensinou um meio-mil de a coragem dele era muito gentil e preguiç sempre só depois do final acontecido era que a gente reconhecia como ele tinha sido homem no ” ao que, numa tarde, seo ornelas — segundo seu contar — proseava nas entradas da cidade, em roda com o dr. hilário mais outros dois ou três senhores, e o soldado ordenança, que à paisana estava. de repente, veio vindo um homem, viajor. um capiau a pé, sem assinalamento nenhum, e que tinha um pau comprido num ombro: com um saco quase vazio pendurado da ponta do pau. — “ semelhasse que esse homem devia de estar chegando da queimada grande, ou da sambaíba. nele não se via fama de crime nem vontade de proezas. sendo que mesmo a miseriazinha dele era trivial no bem-” seo ornelas departia pouco em descrições: — “ aí, pois, apareceu aquele homenzém, com o saco mal-cheio estabelecido na ponta do pau, do ombro, e se aproximou para os da roda, suplicou informação: — o qual é que é, aqui, mó que pergunte, por osséquio, o senhor doutor delegado? — ele extorquiu. mas, antes que um outro desse resposta, o dr. hilário mesmo indicou um aduarte antoniano, que estava lá — o sujeito mau, agarrado na ganância e falado de ser muito traiçoeiro. — o doutor é este, — o dr. hilário, para se rir, falsificou. apre, ei — e nisso já o homem, com insensata rapidez, desempecilhou o pau do saco, e desceu o dito na cabeça do aduarte antoniano — que nem fizesse questão de aleijar ou a trapalhada: o homenzinho logo sojigado preso, e o aduarte antoniano socorrido, com o melor e sangue num quebrado na cabeça, mas sem a gravidade maior. ante o que, o dr. hilário, apreciador dos exemplos, só me disse: — pouco se vive, e muito se vê reperguntei qual era o mote. — um outro pode ser a gente; mas a gente não pode ser um outro, nem convé — o dr. hilário completou. acho que esta foi uma das passagens mais instrutivas e divertidas que em até hoje eu ” (rosa, joão guimarães. grande sertão: veredas. 9 ed.) o narrador, nessa passagem, descreve, com a linguagem inovadora e saborosa que guimarães rosa impõe às suas estórias, um episódio que é sintetizado, ao final, no mote " um outro pode ser a gente; mas a gente não pode ser um outro, nem convé". esse mote foi proferido porque , na narrativa,? gostaria de saber, por favor.

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